Manifestação em Fortaleza termina em confronto

Publicado em: 19/06/2013 21:06:35
Tag(s): Manifestação, Fortaleza.
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A exemplo do que aconteceu em outras cidades do país, a manifestação ocorrida nesta quarta-feira (19) em Fortaleza foi marcada pela reaçãoviolenta da polícia aos protestos. Após a provocação de uma minoria, os agentes de segurança pública usaram da força para dispersar as pessoas.

Cerca de 20 mil pessoas, segundo a Polícia Rodoviária Estadual, foram à avenida Alberto Craveiro protestar contra a corrupção no país, o Projeto de Emenda Constitucional 37 (PEC 37) e os gastos para a Copa das Confederações, entre outros temas. 

O clima entre as pessoas era de celebração. A maioria dos presentes inibia quem levava bandeiras de partidos, e alguns que ameaçavam depredar o patrimônio público chegaram a ser denunciados à polícia e ouviam palavras de ordem como “sem vandalismo”.

As pessoas ocuparam a avenida Alberto Craveiro logo após a BR-116 e se estendiam até o viaduto que leva ao Aeroporto Internacional Pinto Martins. Por volta de meio-dia, os organizadores iniciaram uma marcha que percorreu poucos metros, pois a Polícia Militar fazia uma barreira logo após o cruzamento com a rua Pedro Dantas.

Minoria rompe barreira; Polícia reage

Além da primeira barreira, havia outra com a cavalaria da PM cerca de 50 metros e uma terceira com o Batalhão de Choque (BPChoque). Os organizadores tentavam negociar com a polícia para avançar mais e pediam a alguns manifestantes mais exaltados que recuassem. Entretanto, após muito empurra-empurra, uma minoria conseguiu romper a barreira. A polícia reagiu combombas de feito moral e gás lacrimogêneo, o que dispersou a multidão.

Contudo, após alguns minutos, a manifestação se reorganizou e várias pessoas sentaram no asfalto para protestar pacificamente. Desta vez, a barreira era feita unicamente pelo Batalhão de Choque. Sem motivo aparente, talvez pelas provocações verbais de alguns manifestantes, os agentes começaram a atirar cápsulas com gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas de borracha. Em reação, um pequeno grupo começou a atirar paus e pedras contra os policiais.

Logo que os manifestantes se reagrupavam, o BPChoque reiniciava a ação e avançava contra os manifestantes. A ação se repetiu várias vezes. O repórter da redação web do Diário do Nordeste Alan Barros estava fazendo a cobertura e foi atingido por duas balas de borracha durante uma das investidas. Com o tumulto, uma viatura da AMC foi incendiada por vândalos na rua Pedro Dantas.

Com a manifestação, o tráfego precisou ser desviado e torcedores brasileiros e mexicanos que iam assistir ao jogo no Castelão tiveram que caminhar mais do que o previsto. Com o clima tenso, muitos temeram passar pela multidão.

Após a ação enérgica da polícia, os manifestantes se dividiram em três grupos. Parte das pessoas permaneceu na Alberto Craveiro, enquanto outras se dirigiram à BR-116 e bloquearam o tráfego da via nos dois sentidos. O terceiro grupo se dirigiu ao Castelão pela rodovia e teveoutro confronto com a Polícia na avenida Paulino Rocha.

Por volta das 15h30, a manifestação já tinha se dissipado e os manifestantes liberaram a BR-116. Apenas um pequeno grupo permaneceu na Alberto Craveiro depredando a via, incendiando placas de obras e enfrentando o batalhão de choque. Por volta das 16h o tráfego da avenida foi liberado para o acesso ao aeroporto.

Diário do Nordeste