APEOC e comissão pró-fundação do SINDPROTA trocam acusações em Tauá

Publicado em: 11/10/2017 19:14:16
Tag(s): Acusações, APEOC, SINDIPROTA, Tauá.
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Uma disputa que antes estava ocorrendo somente nos bastidores, agora se tornou pública em Tauá, provocando um racha na categoria dos professores da rede municipal de ensino.

O pivô dessa divisão foi a proposta de criação do SINDPROTA(Sindicato dos Professores de Tauá), cuja assembleia de fundação estava marcada para o último sábado, 07, mas foi suspensa por decisão da Justiça do Trabalho de Crateús, que atendeu a uma provocação do Sindicato APEOC do Estado do Ceará.

APEOC classifica fundação do SINDPROTA como tramoia de advogados

Na mesma data, a diretoria estadual da APEOC publicou nota à imprensa alegando ser a representante legal e legítima dos professores e que “a criação de um novo sindicato no mesmo espaço territorial da APEOC, fere o princípio da unicidade sindicato garantido pela Constituição Federal(art. 80, inciso III)".

A APEOC acrescentou “não ser contrária a existência de qualquer entidade representativa dos trabalhadores, mas defende o estado democrático de direito, a legitimidade de suas instituições e o legado construído, salientando que luta pelos direitos dos trabalhadores há mais de 60 anos”.

Em outro trecho da nota, o Sindicato APEOC indaga “a quem interessa dividir a categoria dos trabalhadores em educação de Tauá? Quais interesses estão por trás dessa ação?"

A APEOC finaliza classificando a fundação do SINDPROTA de “tramoia de advogados, representando outros interesses que não são os reais interesses de nossa categoria, trouxesse prejuízos à nossa organização e à nossa luta: a dos trabalhadores em Educação do município de Tauá”.

Comissão pró-SINDPROTA reage acusando APEOC de "passiva e inoperante"

Também através de nota, a comissão pró-fundação do Sindicato dos Professores Municipais de Tauá apresentou sua versão e criticou o comportamento da direção do Sindicato APEOC.

A comissão afirma no documento que “o nosso propósito é de todo uma luta contínua, sem partido, e cuja bandeira encontra-se exclusivamente comprometida com o professor, sem silenciar ou acovardar-se jamais!”

A nota classifica a APEOC como “passiva e inoperante, e agora tenta levantar-se contra um movimento legítimo, legal e que prima sobremaneira em resguardar e proteger o direito de uma categoria que vem sendo tão injustiçada”.

A comissão pro-fundação do SINDPROTA também acusa a APEOC de ser uma entidade político/partidária e termina a nota citando que “inglório é o espernear de quem não tem causa, tem CABRESTO”.